O que já era bom promete ficar melhor! O Ácido L-Poliláctico (PLLA) chegou ao Brasil em maio de 2005 com o nome comercial de Sculptra, já com a aprovações prévias na Europa, desde 1999, e nos Estados Unidos,desde 2004. Aprovado também pela Anvisa para uso estético, o Sculptra conquistou, em pouco tempo, o primeiro lugar para o tratamento da flacidez e do contorno da face.
Desde o início, o Sculptra se mostrou não ser um simples preenchedor, como são o ácido hialurônico ou o metacrilato (PMMA), mais usados para corrigir sulcos e vincos ou aumentar o volume dos lábios. Quando injetamos o PLLA na derme profunda, em pontos estratégicos da face, esta substância é capaz de ativar a produção do colágeno destas áreas, aumentando a espessura da pele e do volume destas regiões e, conseqüentemente, melhorando o contorno facial, que é perdido gradualmente com o passar dos anos.
O PLLA é uma substância sintética de origem não animal, biocompatível, Ou seja, ele tem semelhanças com o nosso organismo. Biodegradável, o Sculptra é lentamente reabsorvido pelo nosso corpo ao longo de dois anos após sua aplicação. Além disto, ele é hipoalergênico, raramente podendo causar reações alérgicas. Para entender como ocorre o envelhecimento da face, podemos observar que vai acontecendo gradativamente uma perda da convexidade, que define um rosto jovem.
Existe uma perda volumétrica em algumas regiões da face, devido a vários fatores, dentre eles, a perda do colágeno e da elastina, uma flacidez muscular, uma atrofia do tecido gorduroso e uma reabsorção óssea. Aliando tudo isto, ocorre uma projeção de todo o conjunto de estruturas para a frente (anteriorização facial), que é característica do processo de fotoenvelhecimento.
Recentemente, baseado nisto, o Dr. Danny Vegglaar, uma das maiores autoridades mundiais na técnica de aplicação do Sculptra, vem demonstrando um melhor efeito no rejuvenescimento da face, com resultados que aparecem mais precocemente quando este produto é injetado bem mais profundamente (supraperiostal, ou seja, acima dos ossos da face), quando comparado à técnica inicial (derme profunda) e, com volumes bem maiores em cada ponto de injeção. Isto permite a estimulação do colágeno onde houve o desgaste da massa óssea.
Com isso, haverá um aumento do volume e uma maior sustentação da pele. São necessárias duas a três sessões, com intervalos de um mês entre elas. Os resultados aparecem em um a dois meses e permanecem durante, em média, dois anos, quando em geral, se faz uma única dose de reforço. A nova técnica é uma evolução da técnica já utilizada anteriormente, demonstrando que o que é bom permanece! Cabe ao dermatologista capacitado fazer o aprimoramento das técnicas de rejuvenescimento, que aparecem periodicamente, sempre no sentido de otimizar os resultados!
Email: clinica@claudiamagalhaes.com
*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do JC OnLine