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TV

Gravação de Duas Caras pára aeroporto do Recife
Publicado em 15.05.2008, às 19h24

Galeria de fotos
Veja fotos dos atores no Recife

Vídeo
Entrevista com Dalton Vigh no Recife

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Gabriel Sequeira, o Renato de Duas Caras, no Recife

Vídeo
Making of de Duas Caras em Pernambuco

Paula Schver
Do JC OnLine

O Aeroporto Internacional do Recife parou na tarde desta quinta-feira para assistir à gravação dos últimos capítulos da novela Duas caras, da TV Globo. Os atores Dalton Vigh, que interpreta o vilão Marconi Ferraço, e seu filho Renato, o jovem Gabriel Sequeira, desfilaram pelo saguão e usaram o segundo andar do aeroporto como locação, enquanto uma multidão de curiosos se aglomerava nas sacadas para ver o desfecho da trama, que finda próximo dia 31. A equipe fica em Pernambuco até o domingo.

Antes de iniciar as gravações, Dalton confidenciou ao JC OnLine que espera para seu personagem um final feliz, com família unida. Por família, entenda-se a redenção do maquiavélico Ferraço e a entrega de Maria Paula, mocinha vivida por Marjorie Estiano, ao amor que sempre sonhou viver com o galã.

"Três finais estão sendo filmados. Um é com o Ferraço terminando com Maria Paula e Renato. O segundo será Maria Paula dando um golpe nele e roubando todo o seu dinheiro; e o terceiro é aquela história de ela dar o golpe, roubar a fortuna e esperá-lo numa ilha do Caribe", diz Vigh, que acredita que um desfecho com os três juntos é o que, não só ele, mas o público quer ver.

A reviravolta de seu personagem em Duas caras - que começou a novela com o codinome de Adalberto Rangel, assumiu a identidade de Marconi Ferraço e, no fim, se redescobrirá como Juvenaldo, seu nome de batismo - foi para Dalton a receita de sucesso da trama. "Foi um ato de ousadia de Aguinaldo e Wolf Maia (diretor geral) não só pela proposta diferente do texto, mas por ousarem com a maquiagem no começo da história, quando Adalberto virou Marconi através das 'plásticas'. Poderia ter dado tudo errado, ser um fracasso, mas o resultado foi surpreendente."

Em novelas desde 1995, quando atuou em Tocaia grande, na extinta Manchete, Dalton Vigh fez parte do elenco de folhetins do SBT e Record, mas foi em O clone (2002), quando interpretou Said, que Dalton conquistou a TV brasileira. Tornar-se protagonista de uma novela no horário nobre foi um presente para o ator após seu sucesso como o empresário Clóvis, no remake de O profeta, há dois anos. De seus papéis, Dalton é categórico em afirmar que Marconi foi o mais complexo de todos. "Fazer um vilão que vira um mocinho é um presente pra qualquer um. Pra mim é inesquecível".

 


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