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Natação

Novos ouro e recorde para Joanna
Publicado em 10.05.2008, às 21h40

Do Jornal do Commercio

Depois de garantir sua vaga na equipe olímpica para os 400 m medley, a pernambucana Joanna Maranhão pôde cair na piscina mais tranqüila e obteve mais uma marca para os Jogos de Pequim. Neste sábado, ela venceu a disputa dos 200 m borboleta com 2min11s92, batendo o recorde de 2min12s73, que pertencia a argentina Georgina Bardach desde 2004. Conseguiu assim um índice B para os Jogos Olímpicos de Pequim. Em abril, no Grand Prix da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, a pernambucana do Nikita/Sesi alcançou 2min10s45 na prova, marca que supera o índice olímpico da prova (2min10s84), mas que não foi homologada pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), pois a competição não fazia parte da relação de seletivas da entidade. Entretanto, de acordo com os critérios estipulados pela CBDA, a atleta que tiver índice A em alguma prova poderá disputar também uma outra apenas com o índice B. O segundo lugar no pódio foi ocupado por Daiene Dias com 2min15s75. O bronze foi para Yana Medeiros com 2min18s78.

“O tempo está excelente para o Maria Lenk, porque há o desgaste natural dos dias de competição. Mas quero nadar esta prova muito bem em Pequim. Embora não acumule muita experiência nela, tenho mais chances de disputar uma final. Acho que chego nos 2min08, o que valeria uma semifinal em Pequim nos 200 m borboleta, o que ainda não acontece nos 400 m medley”, explicou Joanna.

Seu técnico, Nikita, lembra que, quando a nadadora conseguiu o índice, nos EUA, não estava preparada para a prova. “O tempo saiu sem um treinamento específico do borboleta, o que comprova um crescimento dela, que está mais potente”, diz o treinador, que ainda espera melhores tempos. “Hoje, ela está competindo sem a carga total de treinamentos. Nestes meses que faltam, vamos aprimorar. Se não houver nenhum novo contratempo, ela pode melhorar ainda mais.”

Na versão masculina dos 200 m borboleta, o paraibano Kaio Márcio Almeida, da Unisanta, mais uma vez venceu a prova e com tempo abaixo do índice olímpico, 1min55s72. Segundo ele, esta marca já não é tão importante, pois está chegando o momento de mudar de patamar no cronômetro. “Esperava baixar o tempo para 1min54, mas estou satisfeito. Tenho observado as marcas no mundo e, depois do Michael Phelps, que tem 1min52, os principais estão na casa de 1min54.”

Outros quatro nadadores conseguiram superar o índice olímpico (1min01s57) nos 100 m peito. Henrique Barbosa, Felipe França, Felipe Lima e Eduardo Fischer fizeram disputas acirradas a cada braçada, já que apenas dois deles poderão ir aos Jogos de Pequim. A decisão será hoje, durante a final, a partir das 10h30. No momento, Henrique e Felipe França estão com os passaportes quase carimbados. Eles fizeram os melhores tempos. Henrique, único que já tinha o índice (1min01s47), baixou seu tempo para 1min00s79, recorde sul-americano. Felipe nadou a 1min01s17.


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