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Maria Rita

Só deu samba no Chevrolet Hall
Publicado em 10.05.2008, às 03h13

Foto: Priscila Buhr/JC Imagem
Público dançou e vibrou com a performance de Maria Rita

Do JC OnLine
 
No lugar de pés descalços, sandálias com salto fino nas cores da moda. No lugar de saias longas e mangas compridas, decotes e vestidinho curto. A transformação da cantora Maria Rita no mais recente show Samba meu, enfim, foi conferida pelos recifenses. O tom intimista de uma artista sem vaidades de outrora deu lugar a uma mulher exuberante que exala sensualidade e simpatia na cadência do seu samba.
 
O show da noite desta sexta-feira (9) agradou a todos que foram conferir a performance da filha de Elis Regina no Chevrolet Hall. Nem as fortes chuvas impediram que um público de quase duas mil pessoas lotasse a casa. Enquanto a mulherada cantava em coro e de cor as canções do novo trabalho da paulista e antigos sucessos de sua carreira, os homens se deliciavam com as curvas mais que acentuadas do Corpitcho bacana de Maria Rita.
 
Meu samba, como não poderia deixar de ser, abriu o show, quando a cantora pediu “licença para passar” com toda a malemolência do ritmo. Maria Rita não parou um só minuto; e é porque havia comido macaxeira, carne de sol e queijo coalho no jantar – como brincou dizendo que estava “meio mole”.
 
A interação com os fãs foi constante, assim como com a banda formada por Jota Moraes (piano), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico), Tuca Alves (violão), Camilo Mariano (bateria), Márcio Almeida (cavaquinho), Neni Brown e Miudinho (ambos percussão). Aliás, Maria Rita fez questão de apresentá-los logo no início do show.
 
Na seqüência, Tá perdoado - sucesso na trilha sonora da novela global Duas Caras, O homem falou (Gonzaguinha), Num corpo só (Arlindo Cruz, Picolé), Maria do Socorro (Edu Krieger) e Corpitcho (Ronaldo Barcellos, Picolé). Ela estava impecável do começo ao fim do show, em especial, quando colocou um vestido curtíssimo prata. Sua alegria completou a empatia com o público, que também curtiu os clássicos dos álbuns anteriores Cara valente, A festa, Encontros e despedidas e Caminho das águas.

No bis, Maria do Socorro, cantada por todos da platéia, Cara Valente, em que as caras e bocas de Maria Rita foram um plus, e Num corpo só. Fechando a noite, ela deixou uma mensagem em forma de canção: “não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar...”
 


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