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Recife

Marcha da Maconha começa em clima de tranqüilidade
Publicado em 04.05.2008, às 16h27

Do JC OnLine
Com informações de Cidades/JC

Cerca de 700 pessoas, segundo informações da Polícia Militar de Pernambuco, participam no final da tarde deste domingo (4) da Marcha da Maconha no Recife. Os manifestantes, que fazem parte do movimento internacional pela legalização da erva, já deixaram a concentração, na Rua do Apolo, Bairro do Recife, fazendo performances artísticas e distribuindo materiais informativos pelas ruas do Centro.

O clima é de total tranqüilidade. Alguns participantes optaram por usar as máscaras com rostos de personalidades que defendem publicamente a causa, disponibilizadas no site oficial do evento. Mas a grande maioria dos presentes resolveu participar do movimento de cara limpa, assumindo publicamente a opinião a favor da legalização da maconha. Muitos casais, inclusive, chegaram a levar seus filhos.

Cerca de 20 homens do 16º Batalhão da PM estão acompanhado a marcha "apenas para manter a ordem", disse um policial. Nenhum manifestante até o momento foi encontrado com maconha. Fumar maconha ou levar a droga até o local é proibido, uma vez que tal conduta é considerada crime pela lei brasileira.

REPERCUSSÃO - Segundo Gilberto Lucena Borges, que faz parte da Associação de Usuários e Ex-usuários de Álcool e Outras Drogas, a Se Liga, foram distribuídos 20 mil panfletos na Região Metropolitana do Recife. Ele ressalta que o material foi distribuído em locais onde não havia menores de idade. Gilberto enfatiza ainda que o movimento respeita as leis, por isso não será tolerado o uso da maconha. "Mas defendemos a legalização, através da mudança de leis", disse.

A marcha é promovida simultaneamente em mais de 220 cidades em todo o mundo. Os organizadores da marcha no Brasil afirmam que não têm o objetivo de estimular o uso ou o cultivo da droga, e sim de discutir as atuais leis e as políticas públicas. O evento está sendo realizado também nas capitais brasileiras de Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), e Vitória (ES).

O evento foi proibido pela Justiça em Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Rio (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Em todos os casos, foi o Ministério Público Estadual que moveu o pedido de impedimento do evento sob o argumento de que ele faz apologia às drogas.

 

 


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