Do caderno de Informática
Confesso que passei da idade de curtir Power Rangers já há algum tempo. Então, quando fui incumbido de fazer a resenha do Power Rangers: Super legends, para PC, imaginei que enfrentaria um jogo infantil, sem muitos desafios.
Grata surpresa. Não que o jogo não seja para crianças. Toda a temática e o visual são voltados para elas, mas desafio é o que não falta. Como referência para os mais velhos, Super legends tem o mesmo estilo do saudoso Streets of rage. Isso significa andar da esquerda para a direita da tela, e dar uma surra nos inimigos enquanto isso.
Por si só, essa característica já é atrativa, pois desde o advento dos games em 3D, o gênero de luta tem sido deixado de lado. Todo o jogo é tridimensional, com as animações entre as fases em 2D, estilo animê japonês. Os produtores da Positivo Informática, que trouxeram o produto para o Brasil (ele foi criado pela Disney Interactive Studios) tiveram o cuidado de traduzir tudo para o português, incluindo os diálogos, que foram dublados.
A jogabilidade é simples, bastando andar e bater nos inimigos até eles pararem de aparecer. Além de punhos e pernas, o jogador pode dar tiros de pistolas a laser nos inimigos, ou arremessá-los uns nos outros. Os golpes podem ser combinados em combos poderosos, que acumulam mais pontos.
Além disso, Super legends mantém uma característica presente em todos os jogos viciantes: itens escondidos. Em cada fase, o jogador deve procurar as letras da palavra ranger, que permitirão desbloquear outros Power Rangers do game. Assim se inicia a melhor parte de Super legends. O game foi feito para festejar os 15 anos da série e conta com todas as encarnações dos super-heróis. Ou seja, abrange desde Mighty morphin Power Rangers, transmitida entre 1993 e 1995, até Power Rangers: Força mística, cujos episódios foram gravados em 2007.
Não só os heróis estão no jogo. A missão do jogador é enfrentar as hordas do mal e proteger o mundo das garras de Lord Zed, Rei Mondo e todos os outros vilões da série. Ao fim de cada fase, o jogador enfrenta um dos vilões, mas não pense que eles vão cair fácil.
Depois de uma luta ferrenha, o malfeitor cai e você pensa que a vitória é sua. Mas, espere... ele está vivo! E agora está gigante! Qual a solução? Chamar o Megazord. As lutas entre os robôs gigantes e os vilões crescidos é bem divertida e, diferentemente do resto do jogo, não deixam a peteca cair. Ah, e o game ainda acompanha uma carteira dos Power Rangers, muito legal.