Células-tronco, terapia gênica e clonagem! Todas as discussões que envolvem essas três áreas suscitam polêmica. No caso das células-tronco, a questão da sua utilização nem é tão controversa. O que causa debate é a forma de obtenção destas células. A discussão se situa na utilização de embriões congelados - a maioria armazenado em clínicas de reprodução assistida - ou na utilização da técnica de clonagem terapêutica, onde é necessário o uso oe óvulos doados para pesquisa.
Há uma terceira possibilidade, que é a utilização de células-tronco adultas, extraídas do corpo do próprio paciente. Esta seria a solução ideal do ponto de vista ético, mas, tecnicamente, é a solução de mais baixo aproveitamento, já que esses tipos de células nem são capazes de se diferenciar em todas os tipos de tecidos. Devido a seu potencial espetacular, as pesquisas com células-tronco sustentam a esperança humana de encontrar tratamento e até mesmo a cura para doenças como diabetes, infarto, Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson e até o câncer.
Algumas áreas da medicina, como a cirurgia plástica e a dermatologia, vêm tentando apostar nas células-tronco, visando a promover o rejuvenescimento. Neste caso, realiza-se uma biópsia (retirada de um fragmento da pele do próprio paciente) de uma área fotoprotegida e rica em folículos pilosos. Envia-se este material para um laboratório e, após algumas semanas, as células cultivadas serão aplicadas, com o objetivo de preencher rugas, melhorar cicatrizes e diminuir a flacidez cutânea.
Denomina-se este tratamento de Implante Autólogo de Fibroblastos. A pele é formada por dois tipos de tecidos que permanecem em contínua interação. Estes tecidos são o epitelial, que tem dois tipos de células: queratinócito, com grande capacidade reprodutiva, e melanócito, que é a célula produtora de melanina. Além do tecido epitelial, há também o tecido conjutivo (derme), onde estão os vasos, as fibras colágenas e elastícas (produzidas exatamente pelos fibroblastos), os foliculos pilosos, dentre outros.
Além de ser o maior orgão do corpo humano e de interagir com o meio ambiente, a pele é também uma reserva de diversos tipos de estruturas que simulam o funcionamento do organismo como um todo. Uma prova disso são duas recentes publicações, de James Thomson, da Universidade de Wisconsin, e de Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, nas revistas "Science" e "Cell", respectivamente, que representam passos importantes no caminho para o tratamento de muitas doenças: a obtenção de células muito similares às células-tronco embrionárias a partir de células da pele humana.
Como tudo o que é novo, a terapia celular visando ao rejuvenescimento é objeto de equívocos e exageros. Todos os resultados ainda são muito recentes. A real eficácia desse método e sua durabilidade são extremamente controversos. Portanto, é preciso ainda alguma cautela! O tempo, "Senhor da Sabedoria", poderá nos responder a todas estas questões de maneira clara, transparente e com muita facilidade!
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