A teoria desenvolvida por Cantor é fundamental para a Matemática moderna e, em conjunto com a Teoria da Medida, desenvolvida por Henri Léon Lebesgue (1875–1941), formam a base da Teoria da Probabilidade, desenvolvida na década de 1930 por Andrei Nikolaevich Kolmogorov (1903-1987).
Entretanto, apenas poucos, como Dedekind, perceberam a importância da Matemática Transfinita de Cantor. Kronecker, com sua aversão por tudo que não fosse inteiro, fez um esforço para evitar que a teoria de Cantor fosse publicada e, provavelmente, também interferiu para impedir sua contratação pela Universidade de Berlin.
Cantor, que a vida inteira tentou sair de Halle, nunca logrou fazê-lo. Teve que enfrentar a realidade, que estava muito velho e doente para mudar de instituição e levou a vida complexado, achando-se perseguido por um conjunto de fatores que não estava ao seu alcance. Durante a última parte de sua vida sofreu vários ataques de depressão, que comprometeram sua capacidade de trabalho e o levaram ao hospital inúmeras vezes. Cantor estava perdendo a razão.
Provavelmente sofria de transtorno bipolar, agravado com a perseguição de Kronecker. Os surtos nervosos tornaram-se mais frequentes e prolongados com o tempo e ele foi ficando cada vez mais irracional. Com 72 anos de idade, Georg Cantor, o homem que deu uma contribuição incontável à Teoria dos Conjuntos, morreu de causas naturais em um hospital psiquiátrico, em 6 de janeiro de 1918, há exatos 90 anos. Ninguém poderia imaginar que ele chegaria à finitude da vida dessa forma.
Hermann Minkowski (1864-1909), que desenvolveu a teoria geométrica dos números e foi professor de Albert Einstein (1879-1955), disse de Cantor:
"As gerações futuras vão considerar Cantor como um dos mais profundos pensadores matemáticos desta época."
David Hilbert (1862-1943), um dos mais influentes matemáticos do século passado, definiu o trabalho de Cantor como:
"O produto mais elaborado do gênio matemático e um dos achados supremos da pura atividade intelectual humana."