Pena que o Náutico perdeu para o Ypiranga. O clássico de domingo, o primeiro da temporada graças aos entendidos de futebol da Casa de Carlos Alberto (FPF em árabe), tinha tudo para mexer com toda cidade.
Perdeu um pouco do brilho. Mas não em motivação, ou caráter decisivo. A partida tem tudo para ser um jogão. Tenso, truncado, com a garra na frente da técnica. Mas acima de tudo, um duelo tático.
O Náutico com a volta de seu maestro, Geraldo. O Sport com seu tenor, Romerito. O Náutico com seu artilheiro, Wellington. O Sport com seu matador, Leandro Machado. O Náutico com seu xerife, Vágner. O Sport com seu general, Durval.
De um lado, Roberto Fernandes. Treinador jovem, inteligente. Que gosta de mexer muito na equipe, promover alterações que enganam até a própria torcida.
Do outro Nelsinho. Um cara calado, experiente, que trabalha mansamente. Mas com qualidade. E que não gosta muito de ousar.
Ambos têm trunfos. E problemas.
No alvirrubro, o ponto fraco é a falta de um lateral-direito. Mas o ponto positivo é justamente um ala improvisado, no caso Marcelinho, que apóia com eficiência.
No rubro-negro, justamente por este setor, um lateral também improvisado. No caso, Fábio Gomes. Mas também abre-se a possibilidade de o Leão colocar mais um atacante ou um meia ofensivo para tentar aproveitar as subidas de Marcelinho.
Enfim, um jogão. Agora menos pressionado, o Sport pode jogar no erro do adversário. Empate não seria nada mau. Já o Timbu precisa urgentemente da vitória, para tentar voltar a se igualar ao seu arqui-rival.
Não duvido que Roberto Fernandes coloque um time mais ofensivo, com três atacantes. O problema é que seus três homens de frente não tem tanta mobilidade. Seria arriscar demais. Mas talvez este seja o melhor momento para este risco. Ou o único!
INGRESSOS
A diretoria do Náutico aproveita para faturar em cima dos rubro-negros. Coloca ingressos a R$ 30. Atinge também os alvirrubros que não são sócios. Para muitos, o jeito é assitir pela TV. Ah, a Rede Globo já anunciou que a partida terá transmissão para todo o Estado. Ao vivo. E de graça.