Únicos pernambucanos na elite do futebol nacional, Sport e Náutico já dão mostras que são os favoritos ao título estadual deste ano. Em pouco mais de dez dias de competição, mesmo com jogos equilibrados, os dois são os que apresentam maior potencial de crescimento.
E isto deve-se ao fato de ainda terem vários reforços para estrear. Jogadores com capacidade para serem titulares. E não apenas para compor grupo, como ocorre com os demais dez times.
Mais que isto: Sport e Náutico foram os que apresentaram-se mais tarde. Tiveram pouco tempo para adquirir preparo físico e ritmo de jogo. Ou seja, vão crescer daqui para o final do primeiro turno.
O Náutico só perdeu o primeiro jogo por conta da soberba do técnico Roberto Fernandes. Colocou o time reserva e perdeu pontos importantes para o Serrano. Depois venceu dois jogos, um deles para o Porto, em Caruaru. Um adversário que treina junto há muito tempo. E que não pára após a disputa da Série C.
Já o Sport começa com sorte de campeão. Sorte? Competência, melhor dizendo. O time tem jogadores que decidem, mesmo fora de forma, como Luizinho Netto, Romerito e Carlinhos Bala. E ainda deve ganhar mais força, com as entradas de Leandro Machado, Sandro Goiano e Luciano Henrique.
O Santa Cruz vem sendo um time esforçado. Poderia até estar liderando a competição. Só não está pelo gol salvador de Bala nos acréscimos, contra o Central, em Caruaru. O time, todos sabem, ainda não é o ideal para a disputa de título. Mas tem uma garra invejável. Zé do Carmo, tão criticado, vem realmente tirando o máximo de todos. Uma equipe operária, como ele o foi, durante toda carreira.
Dos time do interior, Porto e Central mostraram o melhor futebol até agora. Ainda vão crescer. Os centralinos, com maior investimento, estão sendo prejudicados pela precariedade do próprio campo.
O pior que entra ano, sai ano e a FPF não cuida dos gramados. Libera todos, muitos sem condições. É de dar pena os campos do Central, do Sete de Setembro e do Petrolina. Mas ninguém reclama. Ninguém peita o dono do futebol pernambucano. E não estou falando do torcedor!