Chipre e Malta, com pouco mais de um milhão de habitantes entre as duas ilhas, entrarão a partir de 1º de janeiro na Eurozona, divididas entre a vontade de seus líderes de aproveitar as vantagens econômicas da moeda única e o temor da população de alta da inflação.
Com os novos países, a zona euro passará a ter 15 países, com 318 milhões de habitantes. O bloco pode receber ainda a Eslováquia em janeiro de 2009. Chipre, com população de 800 mil pessoas, e Malta, com 400 mil, duas ilhas do Mediterrâneo e antigas colônias britânicas independentes desde os anos 60, representam apenas 0,17% e 0,06% do PIB (Produto Interno Bruto) da Eurozona, respectivamente.
No entanto, a operação implicou a emissão de mais de 100 milhões de cédulas de euros e mais 500 milhões de moedas. Além disso, embora o PIB per cápita de Chipre e Malta seja inferior à média do bloco (92% da média no Chipre, 71,5% en Malta), as duas ilhas entrarão para o bloco com crescimento econômico sustentável - em torno de 4% cada - e a aprovação de Bruxelas em termos de preparativos.
Menos de quatro anos depois da adesão a União Européia, parecem bem preparados para adotar o euro, destacou a Comissão Européia. A chegada da moeda será festejada na passagem de ano, por exemplo com fogos de artifício no porto de Valeta, em Malta.
No Chipre até as bases britânicas de Dhekelia e Episkopi-Akrotiri (255 km2) adotarão o euro. Os governos dos dois países esperam que a adoção do euro resulte em grandes benefícios econômicos.
Malta, que perdeu o status de paraíso fiscal, mas manteve um regime de impostos atraente, quer acelerar a marcha de sua economia em direção aos serviços industriais e alta tecnologia. Já os cipriotas acreditam que a adoção do euro vai atrair investidores, estimulará o crescimento e aumentará a estabilidade monetária.
Além disso, o turismo, setor chave da economia da ilha, atrai vários europeus que não terão mais que pagar taxas de câmbio. A chegada do euro, no entanto, é encarada com receio pelas populações, que temem alta dos preços, mas os bancos centrais afirmam o contrário.
Nos dois países, a moeda perto de ser extinta é mais forte ue o euro: um euro equivale a 0,429300 lira maltesa e a 0,585274 libra cipriota.
Fonte: Diário do Grande ABC