A máquina não pára,
Move e remove a alma,
Abre e desmantela o quarto,
Desenterra o baú guardado,
No calabouço do corpo,
Onde se guarda o teu louco.
Paira entre carrosséis e funerais,
O equilíbrio do ser humano,
Paira entre o abraço e o desespero,
A descoberta do imperfeito.
E onde foi parar o resto da história,
Aquela parte que eu sempre esqueço?
Ficou em que lugar da memória,
O motivo do recomeço?
Será que sou eu que estou aqui agora,
Ou será que é o eu que eu nem conheço?
Será que sou eu que escrevo a minha história,
Ou a máquina escreve enquanto eu adormeço?