A área de tecnologia é povoada de novos termos. Geralmente são neologismos e muitos que “chegam para ficar” têm origem na língua inglesa: dar um boot, deletar, googlar, e por aí vai! Mas de vez em quando surgem termos que têm múltiplos sentidos ou aplicações, o que requer um entendimento mais apropriado dos contextos. Um destes termos é gadget.
Um gadget é um artefato que tem um propósito e uma função de uso específico. Gadgets tendem a ser projetados de formas mais incomuns e inteligentes que as tecnologias normais. Em alguns círculos, há uma distinção entre um gadget e um gizmo: um gizmo tem partes móveis, enquanto que o gadget não. Por exemplo, um relógio estiloso digital é um gadget, enquanto um relógio analógico seria um gizmo (no Wikipedia, onde consultamos estes conceitos, um iPod é um gadget popular).
A primeira bomba atômica foi apelidada por “the gadget” pelos cientistas do Projeto Manhattan (que desenvolveu a primeira arma nuclear durante a Segunda Guerra Mundial, nos EUA, Reino Unido e Canadá). Na ficção, gadgets são mais conhecidos em filmes populares de espiões, especialmente na série de James Bond. Super-heróis, especialmente aqueles como Batman e o Homem de Ferro, cujos esconderijos reúnem equipamentos sofisticados, têm muitos gadgets.
Mas um termo que vem ganhando enorme popularidade, principalmente no seio das tecnologias de informação e comunicação (TICs) é o de widgets (o termo é uma mistura de window – janela - com gadget, e foi cunhado por George S. Kaufman em sua peça Beggar on Horseback, em 1924).
De um modo geral, vem-se traduzindo (mesmo em inglês) o termo widget como sendo um não-nominado, não-especificado, ou um hipotético bem ou produto manufaturado. Ou ainda, em termos mais de TICs, um componente de uma interface gráfica com a qual o usuário interage.
O termo tem sido aplicado em referência a vários tipos de software. No browser Opera Web, um widget é um plug-in que adiciona funcionalidade, como uma “extensão” no Firefox. O Yahoo! Widgets é um desktop container para milhares de pequenas aplicações incluindo o clima, anotações, contatos e buscas.
Ele se propõe a ajudar a poupar tempo e a ficar “plugado” com informações sempre atualizadas, disponibilizando no desktop, num simples olhar, os seus serviços favoritos na Internet. A galeria do Yahoo! Widget oferece mais de 4.000 widgets, a maioria disponível em qualquer lugar on-line. Funciona tanto para Windows quanto para Mac OS. Quase todos os Yahoo! Widgets foram sonhados, projetados e construídos pelos membros da comunidade de desenvolvedores do Yahoo.
No Macintosh, widgets são mini-aplicações escritas em JavaScript que são lançadas do Mac Dashboard ou do desktop. O termo é também usado para descrever componentes de software usados como serviços Web. E estes últimos parecem estar dando margem a uma nova explosão de aplicações e serviços no âmbito da Web 2.0.
A primeira vez que me dei conta do potencial dos widgets foi quando acessei pela primeira vez (no início de 2007) o site YourMinis, que foi lançado em outubro de 2006. Naquela época os widgets eram ainda tímidos, mas já eram sensíveis à varredura do mouse, e com um vendaval de informações atualizadas em miniatura totalmente customizáveis (daí próprio do site). Hoje eles estão exportando know-how nesta área!
Se você quiser entrar “na onda” das novidades da Web 2.0, eis aí uma tecnologia que está dando o que falar e que veio para ficar!