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Ondas sonoras

Pop e qualidade
Publicado em 04.07.2007, às 10h54

TONINHO SPESSOTO é jornalista, radialista e produtor musical

Galeria de fotos

PAUL McCARTNEY
Memory Almost Full
Hear Music/Concord/Universal

Eterna revolução

O novo trabalho de Sir James Paul McCartney, Memory Almost Full, pode ser classificado de revolucionário antes mesmo que qualquer acorde seja ouvido. O CD marca a estréia de Sir Macca na Hear Music, gravadora pertencente à rede de cafés Starbucks, que pretende virar de cabeça para baixo o mercado fonográfico ao criar novos pontos de venda. Em qualquer loja da Starbucks, inclusive no Brasil, o cliente encontra displays com o disco do ex-beatle. Tomar um bom café e comprar música de qualidade parece ser uma fórmula irresistível.

E no caso de Paul McCartney, é. O álbum mostra um músico no auge da forma e criatividade. Aqui, Macca não se restringe ao inseparável baixo Hoffman e se aventura até pelo bandolim, como na simpática Dance Tonight, primeira faixa a chegar às rádios. O repertório, todo de autoria do artista, tem canções pesadas, casos da quase minimalista Ever Present Pass, pontuada por riffs de guitarra estrategicamente colocados que gritam no ouvido, e de Only Mama Knows, que começa com um pungente violino e se transforma num rock clássico rasgado, em contraponto com temas suaves como See You Sunshine, de melodia arrebatadora e letra romântica, e de You Tell Me, que aborda o fim de um relacionamento e traz backing vocals que remetem aos tempos do Wings, banda formada por Paul no início da carreira solo.

As cinco últimas faixas, That Was Me, Feet In The Clouds, House Of Wax, The End Of The End e Nod Your Head soam como uma pequena sinfonia, trazendo à lembrança as experimentações sonoras dos Beatles a partir do mágico Sgt. Peppers’ Lonely Hearts Club Band, de 1967. Um disco primoroso, marcado pelo padrão de qualidade da obra de Paul McCartney.

SUZANNE VEGA
Beauty & Crime
Blue Note/EMI

Classe e elegância

A cantora e compositora californiana Suzanne Vega pode ter mudado de gravadora, mas a qualidade de sua música permanece inalterada. Beauty & Crime, seu trabalho de estréia na Blue Note, traz os elementos de sempre: canções com melodias envolventes, que grudam fácil no ouvido, e letras extremamente reflexivas que vão de histórias de amor exacerbadas a atmosferas soturnas de crime, paixão e sedução.

Os roteiros criados por Suzanne são inteligentes, provando que ela bebeu de fontes culturalmente ricas como a literatura beatnik, o cinema noir e a nouvelle vague franceses e a magia de Hollywood. Tudo é entremeado por sua voz doce e mansa, que costura cada melodia de modo único.

Entre as canções, Zephyr & I, New York Is a Woman (curiosíssima comparação da Grande Maçã com a alma feminina), Edith Warthon’s Figurines e Frank & Ava, que fala da paixão avassaladora de Frank Sinatra pela estonteante Ava Gardner nos anos 40, que quase arruinou a carreira do maior cantor popular de todos os tempos. Mais um grande disco de Suzanne Vega.

BRYAN FERRY
Dylanesque
Virgin/EMI

Tributo a um mestre

O inglês Bryan Ferry presta merecido tributo a Bob Dylan em seu novo trabalho. No repertório, clássicos do trovador folk norte-americano em interpretações sensíveis e suavez. Em alguns momentos, a voz do ex-líder do Roxy Music adquire matizes similares aos de Johnny Cash, Leonard Cohen e do próprio Bob Dylan.

A seleção musical, de primeira linha, tem maravilhas como Knocking On Heaven’s Door, All Along The Watchtower, If Not For You, Gates Of Eden, All I Really Wanna Do, Make You Feel My Love (uma das mais belas canções de amor já escritas), The Times They Are A-Changin e Positively 4 Street. Homenagem à altura da importência de Bob Dylan para a história da música.

DOLORES O’RIORDAN
Are You Listening?
Sequel/Coqueiro Verde

Com as próprias pernas

A voz da irlandesa Dolores O’Riordan entrou para a galeria dos clássicos pop quando o primeiro single dos Cranberries, grupo do qual é vocalista, estourou em todo o mundo. Era a balada Linger, escrita por ela e gravada em 1993, alçada rapidamente à condição de clássico e até hoje presente na programação das rádios especializadas em flashback.

Agora a moça se lança em carreira solo, com poucas diferenças do trabalho feito ao lado do Cranberries. As mudanças ficam por conta dos arranjos, que trazem pitadas de som eletrônico raramente encontradas nos discos da banda. Mas o teor das canções – amores, desiluões, inconformismo, doçura, sarcasmo – permanece o mesmo.

A voz peculiar de Dolores, adornada com bem colocados falsetes, passeia por canções interessantes, casos de In The Garden, Loser, Stay With Me, Human Spirit, Apple Of My Eye, When We Were Young, Angel Fire e Ecstasy. Dolores O’Riordan tem tudo para se dar bem também como cantora solo.


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