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Terra

Governo vai assentar 120 mil famílias este ano, diz ministro
Publicado em 23.05.2007, às 21h56

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, anunciou nesta quarta-feira que o governo assentará 120 mil famílias até o final do ano. Para a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), a meta é insuficiente para atender as famílias acampadas.

De acordo com Cassel, que participou do encontro do presidente Lula com representantes da Contag, 100 mil famílias serão assentadas por meio do processo tradicional, quando o Incra (Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária) desapropria terras e assenta. Os restantes 20 mil serão por crédito fundiário, linha de financiamento do ministério para agricultores familiares que querem ter a própria terra.

Cassel argumentou que a preocupação do governo não é assentar muitas famílias de uma única vez, mas dar condições para que produzam nos assentamentos. “Nós queremos que os assentamentos tenham infra-estrutura, assistência técnica, moradia, que os assentamentos não sejam espaços de atraso, de pouca produção. Ao contrário, que os assentamentos de reforma agrária do país sejam espaços de geração de trabalho, renda, e, acima de tudo, de produção de alimentos”, disse.

Segundo o ministro, 17 mil famílias já foram assentadas de janeiro até agora e o ritmo deve intensificar no segundo semestre. No entanto, o presidente da Contag, Manoel dos Santos, criticou o número anunciado pelo governo.

“É uma meta tímida na nossa avaliação, porque esses 120 mil não respondem aos acampados existentes hoje. Para um governo, que até agora não tinha dito quanto iria assentar esse ano, pelos menos tem um compromisso agora de assentar 120 mil famílias. Nós vamos cobrar”,afirmou.

Santos teme ainda que a greve dos servidores do Incra, iniciada esta semana, prejudique o cumprimento da meta, caso dure muito tempo. O presidente da Contag considerou importante as medidas do governo de aumentar de R$ 10 bilhões para R$ 12 bilhões os recursos para a safra deste ano, a criação de um grupo para renegociar as dívidas dos pequenos agricultores e redução dos juros cobrados nos financiamentos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).


Fonte: Agência Brasil


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