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Visita presidencial

Governo da Bahia tapa buracos para receber Lula
Publicado em 10.02.2007, às 14h17

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros de Minas e Energia, Silas Rondeau, das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, não chegaram a ver - foram de helicóptero - mas o governo do Estado montou uma operação de emergência para tentar tapar buracos na BA-122 e garantir a chegada de diversas outras autoridades, como o próprio governador, Jaques Wagner (PT), à inauguração oficial da Usina de Biodiesel de Iraquara.

Ainda na noite de sexta-feira, era possível ver caminhões despejando barro nos buracos da rodovia, mas como choveu durante a noite na região, o esforço foi em vão e não impediu o atraso da chegada dos convidados à cerimônia - inicialmente marcada para as 10 horas (11 horas de Brasília).

O evento de inauguração da unidade, a terceira da Brasil Ecodiesel - as outras estão localizadas em Floriano (PI) e Crateús (CE) -, começou apenas no início da tarde de ontem, a 464 quilômetros de Salvador. Os contratempos com a estrada, porém, não tiraram o clima de comemoração da solenidade, marcada pela grande presença de trabalhadores rurais da região, no centro da Bahia, cerca de 4 mil. "Um investimento como esse chega a ser melhor que o Bolsa-Família", comemorou o presidente da Brasil Ecodiesel, Nelson Côrtes da Silveira.

Logo na chegada, Lula recebeu de um funcionário da empresa uma muda de mamona - à qual chamou de pezinho de biodiesel. "Vou plantar na Granja do Torto", disse Lula. Pouco depois, posou para fotografias e disparou, sorrindo, para os fotógrafos: "O importante aqui é o Jaques Wagner.

A unidade de Iraquara, que opera em fase experimental desde dezembro, passa a ser a maior do País e a terceira da empresa, mais importante produtora nacional de biodiesel. Os investimentos foram de R$ 33 milhões. Atualmente a unidade emprega 250 funcionários e, segundo Silveira, vai ser capaz de produzir 120 milhões de litros de biodiesel por ano - a fábrica conta com a maior esmagadora de mamona do Brasil, com capacidade de processar 800 mil toneladas oleaginosa por dia.

"Apenas na cadeia produtiva da mamona, a unidade está beneficiando 45 mil famílias, de 150 municípios baianos", afirma Silveira. "Além disso, a Bahia é o Estado em que as associações cooperativistas e de associativismo estão mais bem organizadas, algo fundamental para a geração de nossa matéria-prima".

Com a inauguração - e com outras quatro previstas até o fim do ano, nos Estados de Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, a Brasil Ecodiesel espera alcançar a produção de 727 milhões de litros por ano.

Fonte: Agência Estado


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