Do JC OnLine
Com informações da TV Jornal
Seis dias depois do crime a polícia ainda não sabe quem matou Sabrina Hellen Martins Pereira, 13 anos, encontrada morta nas proximidades da BR-101 nessa segunda-feira (25).
O principal acusado, Anderson Bezerra da Rocha, 24 anos, detido nessa terça-feira (26) negou que tenha praticado o crime e disse que só conhecia a garota de vista.
Por volta das 20h30 dessa terça Anderson da Rocha deixou a Delegacia de Homicídios, no Recife, e foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML) onde fez exame de corpo de delito.
O suspeito disse ainda que um homem identificado apenas como Renato teria mostrado o barraco, que estava abandonado há cerca de dois anos, para que ele pudesse dormir.
O corpo da adolescente permanece no IML aguardando o resultado do exame da arcada dentária, que dá confirmação do reconhecimento oficial do corpo. O laudo da causa da morte ainda não saiu e apenas com esse laudo será possível definir se ela foi ou não violentada.
Enquanto isso a polícia dá prosseguimento às investigações e segundo o gerente do DHPP, José Belém, a delegada Maria das Dores ouviu novos depoimentos no final desta manhã, inclusive de familiares da vítima.
PRISÃO - Andreson da Rocha foi preso dormindo em um casebre próximo ao local onde o corpo da menor foi encontrado. No local a polícia encontrou uma blusa, livros, uma sacola de pão, além de preservativos já usados. O suspeito foi levado para a Delegacia do Ibura, onde populares tentaram invadir o local e linchá-lo.
Ainda nessa terça, populares da UR-1, no Ibura, onde a garota morava, interditaram trechos da BR-101, tentando evitar a transferência do suspeito para a Delegacia de Homicídios.
CRIME - Sabrina Hellen desapareceu da UR-1, no Ibura, quando voltava de uma padaria, por volta das 19h, na última quinta-feira. Sabrina saiu com uma colega para comprar pão e não retornou para casa. Uma testemunha diz ter visto a menina em companhia de um homem negro, vestindo camisa e short pretos, na esquina da rua em que ela morava.
O homem estaria telefonando em um orelhão e a vítima, segurando as mãos, de cabeça baixa e aparentando nervosismo, permanecia parada ao lado.
Depois, o desconhecido teria mandado a garota subir no quadro da bicicleta e descido em direção à comunidade do Candeeiro, uma favela da região.