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Itinerância

Festival traz curtas-metragens para o Teatro do Parque
Publicado em 04.09.2006, às 15h52

Vencedor de Cannes 2006, o filme Sniffer integra o festival

Do JC OnLine

República Tcheca, Moçambique, Irã, França, Japão, Finlândia e Brasil. Esses são alguns dos 22 países que serão representados durante o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo que, de forma itinerante, chega ao Recife nesta terça-feira (5). Mais de 30 películas e vídeos serão exibidos gratuitamente durante o evento, que acontece até esta quarta-feira, no Teatro do Parque, na Boa Vista.

Na estréia do quarto ano consecutivo do festival no Recife, a programação será dividida em Panorama Brasil (às 18h30), Sessão animada (às 19h30) e uma Sessão especial com foco em personagens polêmicos (21h). O filme argentino Paredes Vizinhas, vencedor de Clermont Ferrand - o maior festival de curtas-metragens do mundo - vai integrar a mostra, assim como o divertido belga Kwiz.

O curta O dia em que Dorival encarou a guarda, de Jorge Furtado, abre a segunda noite, que exibe também o vencedor do Prêmio Canal Plus (Starfly, de Luxemburgo) e o Melhor Curta basco de 2005, Éramos Poucos. No Panorama Internacional 2 estão os vencedores do Anima Mundi, do Academy Awards, Roma e a Palma de Ouro de Cannes 2006.

Confira a programação completa do festival:

» Terça-feira (5)

Panorama Brasil (às 18h)

O Anjo daltônico (BA, 2005, 20 minutos), de Fábio Rocha. Fluxo de imagens e sons sobre a civilização do couro, mostra o sertão nordestino como num delírio. Nono curta-metragem do diretor baiano.

Troppiabas (SP/IRA, 2005, 14 minutos), de Paolo Gregori. Abbas Kiarostami, cineasta iraniano, visita São Paulo e tece comentários sobre a cidade e cinema para uma motorista de táxi. Com trilha sonora de Goran Bregovic.

Ao Norte (PE, 2006, 3 minutos), de Gabriel Mascaro. Filme experimental filmado em vídeo digital sobre a tentativa de fuga em direção ao desconhecido. Produção pernambucana da Símio Filmes.

A lente e a janela (DF, 2005, 12 minutos), de Marcius Barbieri. Ficção sobre uma menina que ganha uma câmera de vídeo no Natal e faz experiências entre a lente e a janela. Menção Honrosa no Festival de Santa Maria da Feira.

Imbé Gikegu, cheiro de pequi (PE, 2006, 30 minutos), de Takumã e Marika Kuikuro. Os perigos e prazeres do sexo e da traição na visão de um povo indígena. Mais uma produção Vídeo nas Aldeias, de Vincent Carelli.

Sessão animada (às 19h30)

Kutoja (FIN, 2005, 7 minutos), de Laura Neuvonen. Mulher está à beira do precipício, fazendo tricô. Mas o que ela não sabe é que o seu destino depende disso. Animação finlandesa em 3D.

Morrir de amor (ALE, 2004, 13 minutos), de Gil Alkabetz. Através de um impressionante trabalho de tinta sobre papel o diretor israelense fez uma fábula sobre dois papagaios cantores prestes a encontrarem a liberdade.

Atama Yama (JAP, 2003, 10 minutos), de Koji Yamamura. Vencedor do Oscar de animação em 2004 é um poema visual sobre um homem que tem que conviver com uma árvore em sua cabeça após ingerir sementes de cereja.

Qualquer nota (BRA, 2005, 1 minuto), de Marcelo Mourão. Um conjunto de músicos fazem uma composição inusitada com cada participante tocando a mesma nota e tornando o filme bastante pitoresco. Feita em 2D.

Reci, reci, reci (TCH, 2005, 8 minutos), de Michaela Pavlátová. Desenho sobre acetato oriundo da República Tcheca conta um dia num bar com personagens grotescos que se relacionam de forma estranha e profunda.

Overtime (FRA, 2004, 5 minutos), de Oury Atlan, Thibaut Berland e Damien Ferrié. Bonecos homenageiam o inventor dos Muppets. Melhor filme de estudante no Festival de Annecy 2005, o maior do gênero do mundo.

Little nemo (EUA, 1911, 12 minutos), de Winsor McCay. Um dos pioneiros do cinema de animação o quadrinista McCay, relaciona um de seus personagens com seres humanos. Colorido à mão e em preto e branco.

Boogie-doodle (CAN, 1940, 4 minutos), de Norman McLaren. Figuras abstratas dialogam com o jazz. No traço do mestre e fundador do National Film Board of Canadá, McLaren (1914-1987), ganha contornos de genialidade.

Sessão especial foco: personagens (às 21h)

Rostos de novembro (Faces of November, EUA, 1954, 12 minutos), de Robert Drew. O funeral do presidente John Kennedy estampado nas faces de quem o observa. Um dos mais antológicos curtas feitos na história. Sem diálogos.

Quiz (Kwiz, BEL, 4 minutos), de Renaud Callebaut. Armadas de telefones celulares, duas senhoras se enfrentam num teste impiedoso de conhecimentos. Vencedor dos festivais de Capalbio (Itália), Bruxelas e Paris.

Paredes vizinhas (Medianeras, ARG, 2005, 28 minutos), de Gustavo Taretto. Em Buenos Aires, um homem e uma mulher vivem solidões distintas. Venceu Clermont Ferrand, o mais importante festival de curtas do mundo.

I used to be a filmmaker (EUA, 2003, 10 minutos), de Jay Rosenblatt. Diretor filma a sua filha com sua câmera portátil e traça um perfil de sua própria atividade cinematográfica, quase sem falas. Primeira parte de trilogia.

I like it a lot (EUA, 2004, 4 minutos), de Jay Rosenblatt. Documentarista de mais de 80 curtas-metragens, Rosenblatt continua a entrevistar a sua filha Ella acerca dos prazeres da vida. Um sorvete, por exemplo. Sem legendas.

I"m Charlie Charplin (EUA, 2005, 8 minutos), de Jay Rosenblatt. Conclusão de trilogia que aborda a redefinição do olhar da paternidade. Na trama, uma criança se veste de Charlie Chaplin no Dia das Bruxas todos os anos.

» Quarta-feira (5)

Foco 2 (às 18h)

O dia em que Dorival encarou a guarda (RS, 1986, 14 minutos), de Jorge Furtado. Preso resolve investigar porque não pode tomar banho. Produção da Casa de Cinema de Porto Alegre. Do diretor de Ilha das Flores.

Poema: cidade (SP, 1986, 11 minutos), de Francisco César Filho e Tata Amaral. Filme experimental de jovens realizadores paulistas sobre a poesia concreta de Augusto de Campos.

Amor (SP, 1994, 14 minutos), de José Roberto Torero. Divertida comédia sobre as implicações do amor em um casal. O diretor Torero é experiente roteirista e também bastante premiado.

As calças erradas (The Wrong Trousers, ING, 1993, 30 minutos), de Nick Park. Um pingüim misterioso e um par de calças autônomas são os protagonistas desta inventiva trama dos estúdios Aardman (de "A Fuga das Galinhas").

Panorama internacional (às 19h30)

Starfly (LUX, 2005, 19 minutos), de Beryl Koltz. Sensível aventura de homem que sonhava em ser astronauta em meio a uma tragédia familiar. Vencedor do Prêmio Canal Plus e Melhor Trilha Sonora em Clermont Ferrand.

A força da natureza (NZL, 2006, 10 minutos), de Jane Shearer. Ficção sem diálogos baseado num fatídico caso acontecido numa floresta neozelandesa. Filme de estréia da diretora.

Uma ajudinha para o papai (Daddy"s Little Helper, ING, 2 minutos), de Daniel Wilson. Em seu caminho de volta do trabalho papai telefona para casa e tem a maior surpresa de sua vida.

A caixa de Yamasaki (La Caja de Yamasaki, MEX, 2006, 15 minutos), de Juan Manuel Cravioto. Diego vive preso num mundo de adultos, entre a casa de sua avó e os passeios com seu pai e a madrasta. Até conhecer um mágico.

Os mecânicos (The Mechanicals, AUS, 2005, 9 minutos), de Leon Ford. Por trás das paredes espessas de cada casa pode haver homens trabalhando. Ficção australiana discute a revolução industrial.

Éramos poucos (Éramos Pocos, ESP, 2005, 16 minutos), de Borja Cobeaga. Após ser abandonado pela esposa, Joaquín vai ao encontro da sogra. Melhor Curta Basco do ano passado, venceu o Festival de San Sebastian.

Panorama internacional 2 (às 21h)

Todo mundo salvo! (Tana Libera Tutti, ITA, 2006, 15 minutos), de Vito Palmieri. Garoto se muda com a família para um conjunto habitacional onde se costuma brincar de esconde-esconde. Em meio à brincadeira, descobre o amor.

Domingo à tarde (Sunday Afternoon, TCH/ITA, 2005, 13 minutos), de Gaia Adducchio. Uma mulher sentada em um sofá no meio de um lago canta uma antiga canção de ninar, enquanto espera seu irmão se despedir de alguém.

Tatana (MOÇ/POR, 2005, 12 minutos), de João Ribeiro. Co-produção de Portugal e Moçambique mostra um cruel destino que precisa ser realizado. Segundo curta-metragem de diretor radicado em Lisboa, filmado em vários formatos.

Cão guia (Guide Dog, EUA, 2006, 5 minutos), de Bill Plympton. O herói canino agora ajuda aos cegos. Mas está prestes a provocar desastres. Vencedor do Anima Mundi 2006 é dirigido pelo conceituado animador Bill Plympton.

A viagem (El Viaje, PERU, 2005, 17 minutos), de Cady Abarca. Dois adolescentes conhecem um dos lugares mais sórdidos de Lima, capital peruana, onde um segredo se revela. Melhor curta da Academy Awards e em Nova York.

Sniffer (NOR, 2006, 9 minutos), de Bobbie Peers. Em uma sociedade onde todos têm a habilidade de voar e usam botas de gravidade um homem decide desafiar o status quo. Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2006.

SERVIÇO:
Teatro do Parque
Entrada gratuita

Rua do Hospício, nº 88, Boa Vista - Recife
Telefone: (81) 3423.6044


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