Do JC OnLine
Fora de casa, o Náutico não foi o mesmo time dos Aflitos e não passou de uma derrota por 1x0 para o Brasiliense, na Boca do Jacaré, neste sábado. O time alvirrubro não conseguiu encontrar seu futebol em nenhum momento da partida e só não tomou mais gols porque o goleiro Eduardo estava em tarde inspirada e o Brasiliense não mostrou boa pontaria. Mesmo assim, a segunda colocação na Série B, com 35 pontos, não foi alterada. Apenas diminuiu dois pontos para o terceiro colocado, Sport.
Quem viu o Náutico nos últimos dois jogos dificilmente acreditou no que viu. O time rápido, ousado e pegador deu lugar a uma equipe apática, lenta e sem mobilidade. O Brasiliense, que optou por uma marcação na saída de bola dos timbus, se deu muito bem e o resultado de 1x0 no primeiro tempo foi até injusto, face às boas oportunidades criadas. Nos primeiros dez minutos, as tentativas limitavam-se a cruzamentos e chutes de longa distância.
Aos 16 minutos, Jhones entrou na área e Breno, na tentativa de cortar chegou atrasado e derrubou o atacante adversário. O árbitro marcou pênalti que Allan Delon bateu fraco, mas bem colocado no canto direito, o suficiente para Eduardo não alcançar. O gol desnorteou ainda mais o time pernambucano, que, sob pressão, errou mais passes do que o normal.
Jhones teve pelo menos duas boas chances para ampliar o marcador. Na primeira, ele mandou por cima da meta. Na segunda, após boa triangulação dele com Allan Delon e Helinho o chute saiu rasteiro, raspando a trave direita. Já o Náutico só conseguiu respirar um pouco no final da etapa. A melhor oportunidade foi de Kuki, aos 36. Ele recebeu bom passe de Felipe na pequena área mas chutou para fora.
O timbu voltou para o segundo tempo com Sérgio Manoel no no lugar de Jamur, uma tentativa do técnico Paulo Santos dar mais criatividade ao time. Se não marcou sob pressão como fez no primeiro tempo, o Brasiliense postou-se mais recuado. Resultado: o jogo ficou muito preso ao meio-de-campo e a melhor chance foi do time candango, com Jhones. Ele puxou um contra-ataque, mas desequilibrou-se na hora de cruzar para Helinho, aos dez minutos.
Sem força e com o Brasiliense sempre em cima, mas sem pontaria para ampliar o marcador, restou ao Náutico se defender. Mas isso também ficou complicado aos 38 do primeiro tempo quando o zagueiro Batata tomou o segundo cartão amarelo e foi para o vestiário mais cedo. Na bola parada, o time da casa chegou bem perto. Rafael Toledo bateu falta e Eduardo esticou-se todo para espalmar para escanteio.
O Náutico conseguiu dar um sinal de vida também na bola parada. Numa cobrança de escanteio feita por Netinho. Leandro apareceu mas cabeceou em cima da zaga do Brasiliense. Aos 42 foi a vez do mesmo Netinho tentar cobrando falta. Mas ele mandou no lado em que o goleiro Alexandre Fávaro estava e não houve dificuldade para a defesa.
Ficha do jogo
Brasiliense: Alexandre Fávaro; Patrick, Pedro Paulo, Padovani e Augusto; Deda, Carlos Alberto, Bruno Soares e Allan Delon (Rafael Toledo); Jhones (Oliveira) e Helinho (Marciano). Técnico: Jair Picerni.
Náutico: Eduardo; Leandro, Breno (Capixaba) e Batata; Sidny, Vágner Rosa, Netinho, Nildo (Luciano) e Jamur (Sérgio Manoel); Felipe e Kuki. Técnico: Paulo Campos.
Local: Boca do Jacaré (Taguatinga-DF). Árbitro: Rogério da Costa (MG). Assistentes: Marco Antônio Martins (MG) e Jair Felix (MG). Gol: Allan Delon, aos 16 do primeiro. Cartões amarelos: Breno. Expulsão: Batata.