O ex-morador de rua Airton da Costa foi um dos poucos bacharéis de Direito aprovados no exame da seccional São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil - só 6,6% dos candidatos foram admitidos.
Costa passou toda a sua infância trabalhando em depósito de lixo e catando papelão. Depois, trabalhou capinando quintais e fazendo limpeza em residências, informa o site Consultor Jurídico.
Ele conseguiu se formar em Direito em 2004 em uma faculdade em Diadema, aos 40 anos de idade. Costa fez também o curso de torneiro mecânico, aos 16 anos, no Senai de Araçatuba (SP). Com essa formação, voltou à região do ABC nos anos 80.
Costa afirma que passou no vestibular sem fazer cursinho, mesmo porque não dispunha de dinheiro para bancá-lo. O curso de Direito, lembra ele, foi feito com muita dificuldade.
O ex-morador de rua já tinha prestado dois exames de Ordem, sem sucesso. Para ser aprovado no último, teve de se desdobrar. Além de estudar para o exame, se dedicou simultaneamente à preparação para um concurso do Conselho Tutelar da Infância e Adolescência de Diadema, no qual também foi aprovado.
Como o exame da OAB tem registrado sucessivos recordes de reprovação em todo o País, a entidade decidiu alterar a estrutura da prova.
Desde o exame aplicado em maio em São Paulo, são cinco horas e não mais quatro horas para fazer a primeira fase. Na segunda fase, a peça profissional perdeu força. Mesmo assim, o desempenho dos bacharéis não melhorou. De 11,4% de aprovação no penúltimo exame em São Paulo, a taxa caiu para 6,6%.
Fonte: Agência Estado