Navegue por aqui »
Max: 29º Min:22º
Recife - 11.10.2008
 
   
10 anos
 Celebridades
 Cinema
 Colunas
 Espaços culturais
 Exposições
 Galerias
 Linkteratura
 Museus
 Shows e festas
 Teatro | Dança
 Notícias
PARCEIROS
 Achei Cifras
 Bumba na Suíça
 Café Colombo
 Cinemascopio
 Cyberartes
 Paralamas Big Bang
 Praia Certa
 Quinteto Violado
 Raízes da Tradição
 Tu visse?
 Virtuosi





 

 

 

 
  
 .Colunas
.Home / Cultura
Aumentar Diminuir Imprimir Enviar por E-mail Comentar


Ondas Sonoras

A história do frevo

TONINHO SPESSOTO é jornalista, radialista e produtor musical

O novo CD de Antonio Nóbrega é um dos destaques da semana

ANTONIO NÓBREGA
Nove de Fevereiro
Brincante

Exaltação ao frevo

Cantor, compositor, ator, diretor teatral e folclorista, Antonio Nóbrega é artista que tem talento reconhecido dentro e fora do Brasil. Pernambucano radicado em São Paulo, corre vários países levando a cultura popular brasileira. Está lançando por seu próprio selo, o Brincante (através da Distribuidora Independente, ligada à Trama), o CD Nove de Fevereiro, onde relata a história do frevo através de alguns dos temas mais conhecidos do gênero. Na verdade, será um projeto em dois volumes, com frevos cantados e temas instrumentais. O segundo volume virá no próximo ano.

Nóbrega começou a se envolver com o frevo nos anos 70, quando era integrante do Quinteto Armorial. Com o tempo, foi se aprofundando no assunto e incluindo frevos nos roteiros de seus shows. Entre os temas deste belíssimo disco, Sonhei Que Estava Em Pernambuco (Clóvis Mamede), A Pisada é Essa (Capiba), Dedé (Nelson Ferreira) e Ingratidão (José Menezes/Neusa Rodrigues). O título do CD faz referencia ao dia 9 de fevereiro de 1907, data em que pela primeira vez a palavra ‘frevo’ foi publicada na imprensa, mais exatamente no Jornal Pequeno, do Recife. Portanto, 2007 será marcado pelas comemorações do centenário do frevo. Com este disco, Antonio Nóbrega dá a largada para a festa.

RENATO BRAZ
Por Toda a Vida
Biscoito Fino

Canções de Jean e Paulo Garfunkel

Os irmãos Jean e Paulo Garfunkel analisam a vida da cidade grande sob o prisma interiorano. Mesmo sendo paulistanos, são aficionados por Guimarães Rosa, o que lhes dá essa visão privilegiada e inusitada. Esse universo está retratado por Renato Braz em seu quinto disco, Por Toda a Vida, totalmente dedicado a composições dos irmãos Garfunkel.

São toadas, canções, valsas e sambas que voam sobre a cidade de São Paulo. As belas melodias e as letras extremamente bem construídas são valorizadas pelas belas interpretações de Renato Braz. Entre os temas, Calcanhar de Aquiles (gravada originalmente por Elis Regina e aqui com a presença da Banda Mantiqueira), Soldadinho de Chumbo (com participação de Mônica Salmaso), Mágoa (com Dori Caymmi dividindo os vocais; o músico assina também os arranjos e toca violão em As Águas Sempre Vão, Por Toda a Vida e Aconteceu De Eu Me Esquecer). Leveza e simplicidade num belo trabalho.

ELVIS COSTELLO & ALLEN TOUSSAINT
The River In Reverse
Verve Forecast/Universal

Cruzamento estilístico

O roqueiro inglês Elvis Costello e o soulman norte-americano Allen Toussaint se conhecem desde os anos 80 e chegaram até a trabalhar juntos. Quis o destino que uma tragédia – a passagem do furacão Katrina, que devastou New Orleans em 2005 – os reunisse novamente. Explica-se: Toussaint morava em New Orleans e teve que se mudar para Nova York, ali reencontrando Costello. Surgiu a idéia de fazerem um álbum juntos.

O piano suingado e os arranjos de metais criados por Toussaint para seus discos dos anos 70 são retomados aqui, com o acréscimo dos Imposters, banda de Costello. Entre os clássicos do soulman estão On Your Way Down, Nearer To You, Tears, Tears And More Tears e Who’s Gonna Help Brother Get Further?. Há canções inéditas escritas por Costello e Toussaint como The River In Reverse (que faz referência ao furacão Katrina), Six-Fingered Man e Broken Promise Land. Os vocais de Costello estão corretos e sem exageros. Grande disco.

MÔNICA SALMASO
Trampolim
Pau Brasil/Biscoito Fino

Preciosidade resgatada

O acordo entre a Pau Brasil e a Biscoito Fino vem permitindo que o catálogo da gravadora paulistana seja recolocado no mercado. Agora chega a vez de Trampolim, primeiro disco solo de Mônica Salmaso, lançado originalmente em 1998. Antes, ela havia regravado os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes ao lado do violonista Paulo Bellinati.

Produzido por Rodolfo Stroeter, Trampolim tem participações especiais de Toninho Ferragutti (acordeon), Naná Vasconcelos (percussão), Paulo Bellinati (violões) e Teco Cardoso (flautas). Entre as canções, A Permuta dos Santos (Edu Lobo/Chico Buarque), Saci (Guinga/Paulo César Pinheiro), O Bem do Mar (Dorival Caymmi) e Na Ribeira Deste Rio (poema de Fernando Pessoa musicado por Dori Caymmi). A voz grave e soturna de Mônica Salmaso dá sabor especial às canções. Grande trabalho, felizmente reeditado.

EDUARDO BRAGA
Pós-Acústico
Albatroz

Muito além do banquinho & violão

O cantor Eduardo Braga, integrante do grupo vocal BR6, propõe neste seu primeiro disco solo uma interessante questão: é possível fazer música acústica sem cair na surrada fórmula que o mercado fonográfico tratou de saturar? A resposta é afirmativa. Com criatividade e competência, Braga fez um disco acústico fugindo de todo e qualquer convencionalismo que o formato propõe.

Co-produzido por Eduardo Braga, Márcio Menescal e pelo percussionista João Bani, o CD é uma cativante viagem musical. O repertório inclui clássicos da MPB e standards pop. As canções nacionais têm por vezes a estética rítmica deliciosamente subvertida, o que resulta em novas sonoridades. Já os hits internacionais adquirem sabores brasileiros.

Entre os temas, Palco (Gilberto Gil), Clube da Esquina no.2 (Milton Nascimento/Lô Borges/Márcio Borges), Amor de Índio (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), Trilhos Urbanos (Caetano Veloso), Mercy Street (Peter Gabriel), Do It Again (do duo Steely Dan, formado por Donald Fagen e Walter Becker) e You Are The Sunshine Of My Life (Stevie Wonder), esta com participação de Roberto Menescal ao violão.

Eduardo Braga canta bem, não complica as harmonias, o trabalho soa leve e de audição prazerosa. É acompanhado por João Bani (percussão), Alexandre Brasil (baixo acústico), Marcelo Manes (gaita), Simô (violão), Sérgio Galvão (sax), Cláudio Bezz (violão), Maurício Gouvêa (violão) e Chico Soares (backing vocals). O título, Pós-Acústico, não poderia ser mais adequado. Supõe, sem maiores pretensões, uma revisão e transformação do gênero. E consegue.

DIANA ROSS
Blue
Motown/Universal

Tesouro recuperado

Em 1972, a cantora Diana Ross estrelou o filme Lady Sings The Blues, biografia de Billie Holiday que lhe valeu uma indicação ao Oscar. Na época, gravou a bem sucedida trilha sonora, com clássicos do repertório de Lady Day em notáveis interpretações. Paralelamente, a cantora fez outro álbum com standards, Blue, nunca lançado comercialmente por motivos inexplicáveis.

As matrizes foram encontradas recentemente e finalmente chegam ao grande público. Trata-se de um tesouro extraordinário. Com sentimento e extrema competência técnica, Diana Ross dá uma aula de canto ao interpretar temas como What a Difference a Day Makes (versão de Stanley Adams para o bolero Cuando Vuelva a Tu Lado, de Maria Grever), Let’s Do It (Cole Porter), Smile (Charles Chaplin), Little Girl Blue (Richard Rodgers/Lorenz Hart) e Love Is Here To Stay (George & Ira Gershwin). A música popular agradece.


Comente esta matéria

ANTERIORES

- Música da alma
- Da roça ao rock
- Mágicos sons
- Eterno mestre
- Tesouros geniais

Voltar ao topo Aumentar Diminuir Imprimir Enviar por e-mail Comentar
 
 
COLUNA
Da Paraíba para a alta-costura

   
 

 
Copyright © 1997-2008, JC OnLine - Recife - PE - Brasil.
Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site para fins comerciais. Criação e desenvolvimento: JC OnLine.