O conceito pregado desde a Revolução Industrial Inglesa de que o trabalho enobrece o homem, enriquece e livra dos vícios pode não ser de todo verdadeiro. Mas uma coisa é certa: com o trabalho, o homem pode ganhar dinheiro honesto para tirar seu sustento e o da família, além de contribuir para o progresso da humanidade.
Da teoria para a prática, porém, a realidade é bem diferente. Apesar de o trabalho estar assegurado na Constituição Federal como um direito social para todos os brasileiros, o desemprego é um problema que vem afetando o País há muitos anos. Não é difícil encontrar alguém conhecido que esteja passando por este drama ou se sujeitando a salários míseros para sobreviver.
A redução do desemprego é, portanto, uma conquista urgente que deve envolver ações por parte do governo, das empresas e da sociedade civil, pois a falta de trabalho tem comprometido a qualidade de vida das pessoas - seja em qualquer camada social -, resultando na perda generalizada da cidadania.
Esta luta coincide com os 60 anos de vigência da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) no Brasil, completados em novembro de 2003, com a aprovação da reforma previdenciária e com a esperança da reforma sindical e trabalhista como uma forma de pressionar os governantes a promover programas de desenvolvimento que resultem na tão sonhada geração de empregos.